Parágrafo animação cultural
Achei interessante a forma como o texto critica a crescente dependência da humanidade em relação aos objetos, tratando-os como se fossem programados para nos controlar, quase como uma "seita" que deseja dominar a humanidade. Flusser cita que a nossa ciência já não avança mais sem a mediação dos objetos e dá a entender que eles estão, pouco a pouco, expandindo seu domínio para outras áreas do conhecimento. Porém, é a própria humanidade que concede esse poder aos objetos, permitindo que nos dominem. O texto retrata exatamente isso: os objetos querem "animar" a humanidade, ou seja, torná-la sua escrava. E podemos ver isso claramente no mundo físico: quem hoje vive sem um aparelho celular ou sem o conforto que os objetos proporcionam? Os objetos em si não são nem bons nem maus — eles simplesmente existem —, mas somos nós que, por não sabermos usá-los de maneira consciente, nos tornamos seus subordinados.
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